domingo, 20 de março de 2011

A Primavera aconteceu, muito perto daqui...

Já está seca, menina! Daqui a nada parecem bacalhaus!
Livres, no meio das flores, as crinas ao vento...
Eu sou o Ambrósio, o marido dela.
Olá! Sou a Matilde.
Enquanto houver árvores...
Agora tiras-me a seiva, qualquer dia queres o meu tronco
A Casa dos Lacerda - ideal para um filme de terror
A entrada lateral da casa
Uma sala no 1º piso
Um símbolo satânico ou cabalístico
Incitamento satânico
As paredes do 1º andar
As paredes do 1º andar
Desenhos satânicos
As escadarias principais
De dentro para fora - um quarto no 1º piso com uma vista fenomenal sobre a região
De dentro para fora - um dos quartos
De dentro para fora - a sala
Vista da entrada principal
A Mansão dos Lacerda - Monte Real. Mandada construir no início do século XX pelo Dr. Lacerda, médico ilustre da região, albergou durante décadas a sua família. Diz-se que morreram todos tragicamente, provavelmente com tuberculose. No seu interior podem-se observar imensos vestígios de velas e restos de bonecas queimadas, usados em rituais de macumba e magia negra. Curiosamente, as paredes estão repletas com poesia inglesa, romântica e misteriosa, pintada em cores vivas, escarlate, preferencialmente, talvez por ser a cor do sangue, bem como símbolos satânicos e cabalísticos. Sempre que passo por aquelas bandas, não me coíbo de atravessar a mansarda e entrar no seu interior, até porque o evitamento que a população da terra cultiva em relação à casa, exerce em mim algum fascínio. A casa solarenga está hoje completamente votada ao abandono, pois os herdeiros dos Lacerda há muito que desistiram da intenção de a mandar recuperar. Dizem que a habitação está assombrada e trás maus fluídos.
F-86 Sabre (exposição estática)
Lockheed T-33 (exposição estática)
T-48 (exposição estática)
F-16 - os aviões de caça que equipam actualmente os esquadrões da BA 5 de Monte Real. Os mesmos que, com os seus voos rasantes,  são responsáveis pelo aumento assustador de abortos nos caprinos da região.
Oceanos amarelos
A amarelo é infinito
São campos a perder de vista
O amarelo, este ano, é a cor da Primavera
As mimosas em flor
Algum rosa para mitigar a profusão do amarelo
Mal-me-queres (Bem-me-queres?)
Por vezes os caminhos proibidos são exactamente os que mais apetecem - e eu não me fiz rogado
Montando a azulinha para um passeio pelas redondezas
Domingo é o dia ideal para pormos em dia tudo o que vamos necessitar para a semana de trabalho que se avizinha. Há que preparar roupas, dar uma limpeza à casa e arrumar os utensílios que durante a semana vamos deixando espalhados por tudo o que é sítio. Foi com este propósito que, hoje, pelas 11h00 da manhã, hora  tardia a que acordei, sentado estremunhado na beira da cama,  mergulhei na maturada reflexão de que algo tinha de ser feito cá em casa. Mas e se estes laivos de Primavera acabam? E se o sol que alinda tudo lá fora vai embora? E se os pardais e os estorninhos deixarem de procurar a minha varanda? E foi pensando em tudo isto que larguei  bruscamente o cabo do aspirador, desci à garagem e coloquei a azulinha a trabalhar. Ela ficou radiante e quando a coloquei a funcionar encheu a garagem de um fumo azulado. Esquecida que estava a um canto, sem que ninguém lhe ligasse, já há quase dois meses, só queria era acelerar. Com  o capacete semi-integral na cabeça, óculos escuros, maleta a tiracolo e roupa aligeirada, dirigi-me para os lados da Barosa, tendo por destino as Terras do Lis e Monte Real. O sol  brilhava, o céu tinha uma  tonalidade anil enquanto passarinhos de cor e forma indefinida ensaiavam voos rasantes à frente da motoreta. O ruído estridente da azulinha rasgava o silêncio do final da manhã, ao mesmo tempo que ia deixando um rasto azulado de fumo atrás de si.  Éramos só nós: eu, ela e a mãe-natureza.


'Ultimamente já só ligas à matulona, aquela safada da Aprilia. Só te montas nela, vá-se lá saber porquê? Eu que sou tão pequenina e jeitosinha, económica e manobrável, fico para ali que tempos na garagem, sozinha a  um canto, completamente abandonada. Mas hoje fiquei radiante de alegria por me teres convidado para este passeio; e, sabes, as cores da paisagem até condizem comigo e com a chapa da minha matrícula.  É como se fosse oiro sobre azul!'

sábado, 19 de março de 2011

Passeio motociclistíco

Praia dos Salgados
A Madona sempre à beira da estrada


 O fotógrafo auto-retrata-se - 'As sombras'
Árvores despidas à espera do casaco da  Primavera
Musgo amarelado
A eterna companheira de viagem à sombra do castelo
As ameias do Castelo de Porto de Mós
Castelo de Porto de Mós
Porto de Mós e a Serra d'Aires e dos Candeeiros
Porto de Mós e a Serra d'Aires e dos Candeeiros
O Castelo de Porto de Mós com os seus pináculos verdes inconfundíveis
A caminho de Alcobaça
A eterna companheira de viagem
São Martinho do Porto ao entardecer
O casario e a baía de São Martinho do Porto
Pescadores na Praia dos Salgados - Nazaré
Os chorões em orgias de amarelo
Praia dos Salgados - 'O infinitésimo'
A Barra da Nazaré
Lagoa de Pataias
Lagoa de Pataias
Lagoa de Pataias
O Fernando, o meu prestimoso mecânico, que, simpaticamente, hoje me convidou para experimentar a novíssima MotoGuzzi Stelvio 1200 - Um espanto! Ainda superior à minha Aprilia - [às 10h00 da manhã já a 195 kms/hora na radial de Leiria]
Uma 'casa-moinho popular' com vista para o oceano - Estrada de São Martinho do Porto
Outra 'casa popular' com vista para o oceano - Estrada de São Martinho do Porto
Marina da Nazaré
O cardápio do meu almoço - comi o menú nº 8 da lista dos peixes - filetes de polvo com arroz de polvo. Divinal!
O meu pratinho - almoço com vista para a marina da Nazaré
Marina da Nazaré - à direita o restaurante onde almocei
Tainhas às centenas [dizem que sabem a óleo, mas há quem as coma e não refile]
O mar rasteiro nas pedras
Marina da Nazaré
Aquele que bem podia ser o meu barco, mas não é...chuif!
Despedida ao entardecer do varandim que dá para a baía de São Martinho do Porto

Mais um passeio solitário, organizado por mim (Jorge Rebelo's Mototouring), tendo por participantes: euzinho, como é óbvio, a eterna companheira Aprilia, como não podia deixar de ser, a minha pequena Olypus digital, o sol, o céu azul, algum calor e, sobretudo, um dia maravilhoso que, espero, seja o começo de muitos iguais; e, já agora, com outras companhias, porventura humanas, pois a visão de tantas coisas belas ainda se torna mais prazenteira se for partilhada.